À minha querida avó, Maria da Gloria, que com sua força e alegria em viver deixou um legado de amor e perseverança. Hoje, no dia do seu aniversário, lhe presenteio com este trabalho que é fruto de muita dedicação. Sei que estás feliz por...
moreÀ minha querida avó, Maria da Gloria, que com sua força e alegria em viver deixou um legado de amor e perseverança. Hoje, no dia do seu aniversário, lhe presenteio com este trabalho que é fruto de muita dedicação. Sei que estás feliz por isso! Ao meu querido orientador, Walter Ude, por ter tecido comigo uma relação de orientação e amizade pautada na dedicação e compreensão diante a dialética construção do conhecimento e da vida, por ter acreditado e confiado no estudo proposto, ajudando-me a caminhar em direção ao amadurecimento acadêmico. Agradeço também por ter me dado a mão frente às reviravoltas da vida, não me permitindo desanimar nos momentos difíceis. Por tudo isso e muito mais...o meu muito obrigada! Aos meus pais, Alice e Valmyr, por acreditarem incondicionalmente em todos os projetos que empreendi na vida. Obrigada pelo amor e cuidado que, durante todos esses anos, ajudaramme a construir e seguir uma vida com coragem e confiança. Às minhas irmãs, Cristina e Sandra, que tanto amo, e que sempre me deram força nos caminhos trilhados. Em meio as nossas diferenças sempre nos compreendemos e compartilhamos a vida. Aos meus sobrinhos, cunhados e agregados que formam esta "grande pequena" família, pelo apoio e confiança. Aos amigos que conquistei durante o mestrado que, entre livros, discussões, copos e gargalhadas, ajudaram-me tanto a ampliar os meus conhecimentos acadêmicos, quanto a construir um novo círculo de fortes e verdadeiras amizades. Valeu Iara, Marcilia, Malabi, Amanda, Rafael, Claudio, Cesar, Karla, Suzana, Rogerio, Gelka, André, Vinícius e tantos outros. Valeu galera! Aos grupos de estudos NEPPCOM (FaE/UFMG) e OTIUM (EEFFTO/ UFMG), por proporcionarem discussões fervorosas que muito me ajudaram neste processo de construção do conhecimento. Aos mochileiros que fizeram parte desta pesquisa, que por meio de suas disponibilidades, possibilitaram-me, de forma surpreendente e divertida, conhecer a fundo este fascinante universo das viagens de mochila em seus múltiplos olhares. A todos os professores de mestrado em Lazer e Antropologia que tive o privilégio de conviver e aprender com seus olhares e conhecimentos sobre o mundo. À CAPES, pela bolsa de mestrado concedida. Aos meus amigos de fé e irmãos camaradas que me apoiaram, incentivaram e compreenderam minha ausência, em diversos momentos, nesse turbulento processo de escrita desta dissertação. Aos amigos que, durante esses dois anos, apesar das diferenças ideológicas e diversidade de conhecimento, se interessaram, me ouviram e discutiram minha pesquisa, trocando comigo experiências e inquietações. Um obrigada especial à Cecília Ladeira, à Flavia Lamounier, à Lyvia Pinheiro e ao Fagner Delazari. À Luciana Mariz que, com sua competência e amizade, revisou essa dissertação, ajudandome a melhorar meu entendimento da língua escrita. Obrigada pelos dias de férias dedicados a este ofício. Ao Itamar que, em tempo recorde, fez a tradução do resumo deste trabalho. À Juliana Garcia por me apresentar e me encantar com o universo antropológico. A semente germinou. À Ana Solari que muito me ajudou a compreender termos e contextos em espanhol que eu desconhecia. Enfim, a todos que me ajudaram de alguma forma, contribuindo para que essa pesquisa se tornasse viável, possibilitando assim meu crescimento pessoal e profissional. RESUMO Esta pesquisa apresenta como foco de investigação os mochileiros em suas práticas de viagens de mochila. Para isso, adotou como ponto central da discussão produzida o sujeito em sua mediação com o mundo que, através de sua atividade, é capaz de auto-expressar-se transformando a si e a sociedade, de forma alternativa, reflexiva e recursiva. O diálogo se estabeleceu numa perspectiva policêntrica, sendo desenvolvido no Mestrado Interdisciplinar em Estudos do Lazer da UFMG, o que permitiu adentrar nos campos de estudos da antropologia, da sociologia, da psicologia social, do turismo e do lazer, numa tessitura transdisciplinar que reconhece o sujeito em sua prática evocando sua dimensão incompleta, dinâmica e complexa. Foram utilizados, como aporte teórico, o Pensamento Complexo e a Teoria Histórico-cultural, que possibilitaram uma articulação de elementos, já que não concebem os componentes de um fenômeno de uma forma hierarquizada, mas como uma interdependência dialógica entre eles. Nessa perspectiva, este estudo procurou desvelar, por meio das subjetividades constituintes dos sujeitos, os sentidos e os significados que o modo e a experiência de viajar de mochila constituem para os mochileiros, levando em conta sua história, sua cultura e sua mediação com o mundo contemporâneo. No processo de interpretação e análise dos dados, dois eixos norteadores foram desvelados: o primeiro eixo evidenciou a atividade em si, realizada por esses sujeitos, revelando quais os significados sociais e pessoais constitutivos da mochilagem e o segundo eixo circunscreveu-se no sujeito produtor dessa atividade, com o objetivo de conhecer quais os sentidos e significados construídos pelos mochileiros em suas práticas. Desse modo, foram consideradas algumas tensões existentes dessa prática de viagem na sociedade contemporânea verificando que os mochileiros não compactuam com a transformação das viagens em mercadorias a serem consumidas. Eles compreendem essa prática como uma experiência de vida na qual constroem significados que dão sentido à sua existência, de uma maneira singular.