Papers by Marcos Mondardo

GEOgraphia, 2010
Sobre os Estados-nação se assentam as territorialidades hegemônicas no mundo moderno. Com as migr... more Sobre os Estados-nação se assentam as territorialidades hegemônicas no mundo moderno. Com as migrações o “choque de territorialidades” é inevitável. No Brasil, as migrações têm definido aproximações e tensões, explícitas e veladas. Nas margens da identidade nacional, vicejam processos de identificação/diferenciação como territorialidades em choque: as “transterritorialidades”. Em “Paradoxos do ‘Brasil migrante’: o Trabalho e o Outro, identidade e identidades”, apontamos momentos da migração brasileira e como neles se desenvolveram encontros/desencontros na produção simbólica do Eu e do Outro, como fator e condição de produção material de dominação e exploração. Em “Migrações e transterritorialidades: transpondo nossas fronteiras cotidianas”, aprofundamos a discussão sobre a condição de transterritorialidade como relação entre territorialidades permeadas por tensões, conflitos, antagonismos, contradições, mediações e negociações, predominando relações de poder por imposições, restriç...

Terra Plural, 2008
Resumo: Este artigo investiga gra� tes e pichações enquanto demarcadores de territórios de resist... more Resumo: Este artigo investiga gra� tes e pichações enquanto demarcadores de territórios de resistência nas cidades. Parte de uma discussão conceitual sobre o que signi� ca gra� te e pichação e, em especial, sua inter-relação com a geogra� a através do conceito de território e seu desdobramento em manifestações simbólicas/culturais e de resistência. Metodologicamente, analisamos algumas fotos tiradas em cidades do Brasil e do Paraguai, buscando pensá-las como gra� as da contra-o� cialidade, da contraformalidade, da contra-padronização em muros e linhas retas, e da contra-hegemonia. Nessa direção, sugerimos o gra� te e a pichação enquanto marcas e expressões culturais político-simbólicas que podem também ser de contra-poder, de resistência à ordem estabelecida pelos governos e/ou atores hegemônicos da cidade. É imprescindível compreender nos discursos grafados na cidade, que o território também pode ser construído como parte da cena simbólica e de contra-poder de sujeitos e/ou grupos que se opõem a sociedade dos muros brancos e das cercas de choque.

The Struggle for Land and Territory between the Guarani Kaiowá Indigenous People and Agribusiness Farmers on the Brazilian Border with Paraguay: Decolonization, Transit Territory and Multi/Transterritoriality
Journal of Borderlands Studies
This article analyzes the struggle for land and territory of the Guarani and Kaiowá peoples and o... more This article analyzes the struggle for land and territory of the Guarani and Kaiowá peoples and of agribusiness farmers on the border between Brazil and Paraguay. This process results from the territorialization of agribusiness through a privatist logic of spoliation and deterritorialization of which the main victims are the Guarani and Kaiowá peoples who occupied their traditional territories. In this struggle, agribusiness farmers build hegemonic multi/transterritoriality through the corporate use of articulated territories on both sides of the border. The Guarani and Kaiowá peoples elaborate a subaltern multi/transterritoriality as a geostrategy of struggle and resistance for the demarcation of traditional territories.
Revista Faz Ciência, 2007
Revista Ciências Sociais em Perspectiva, 2008
occurs, being that the population continues migrando and transforming the region.
Revista Faz Ciência, 2007

O Sudoeste do Parana e uma regiao singular quanto a sua dinâmica populacional. Ate 1900 sua popul... more O Sudoeste do Parana e uma regiao singular quanto a sua dinâmica populacional. Ate 1900 sua populacao era pouco numerosa, basicamente formada por caboclos. A partir de 1920, no Rio Grande do Sul, ocorre uma crise pela fragmentacao das pequenas propriedades, o que vai gerar um excedente populacional agricola. Com a Criacao da Colonia Agricola General Osorio (CANGO), em meados 1940 desloca-se um fluxo populacional gaucho, constituido por individuos de origem italiana e alema, que se deslocam para o Sudoeste do Parana, formando pequenas propriedades de agricultura familiar. Por volta de 1970 o Sudoeste passa por transformacoes intensas na sua estrutura economica e social, onde a modernizacao da agricultura resulta em um exodo rural. Deslocando populacoes em direcao aos estados de Mato Grosso, Rondonia, e ate outros paises como o Paraguai. Ocorre tambem a emigracao no proprio sudoeste do Parana, sendo que a populacao continua migrando e transformando a regiao.
Geografia política, geopolítica e gestão do território: a integração sul-americana e a inserção das regiões periféricas, 2018
Vivemos em espaços e tempos do proeminente avanço do capital sobre os direitos territoriais Como ... more Vivemos em espaços e tempos do proeminente avanço do capital sobre os direitos territoriais Como citar este artigo:
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