Books by Pedro Borges Graca
Biography of Eduardo Mondlane (1920-1969), founder and leader of FRELIMO (Mozambique)
The movement of strategic reorientation for the sea in Portugal has been given fruits since it wa... more The movement of strategic reorientation for the sea in Portugal has been given fruits since it was launched almost one generation ago. The proposal for the extension of continental shelf before the United Nations is surely its most significant aspect, and it can been seen that a completely empty space was filled in terms of political discourse and civil society growing consciousness regarding the dimension and potential of the Portuguese sea and the wealth that can be obtained from its biological and geological resources. So, for the moment, although there are more words than actions, Portugal is in a path of responding to the new challenge that the Atlantic poses once again after nine centuries of history.

O presente livro – O Mar no Futuro de Portugal: Ciência e Visão Estratégica – é um
dos resultado... more O presente livro – O Mar no Futuro de Portugal: Ciência e Visão Estratégica – é um
dos resultados do projecto de investigação “A Extensão da Plataforma Continental
Portuguesa: Implicações Estratégicas para a Tomada de Decisão”, realizado no quadro do
Centro de Administração e Políticas Públicas do Instituto Superior de Ciências Sociais e
Políticas da Universidade de Lisboa, em parceria com a Marinha Portuguesa e a Esri-
Portugal, Sistemas de Informação Geográfica, S.A., financiado pela Fundação para a Ciência
e Tecnologia.
O Mar configurou Portugal. Na nossa História manteve presença constante como factor
de desenvolvimento nacional, como via de acesso a novas terras, novas gentes, novos produtos, novos negócios. Há quarenta anos, o 25 de Abril causou uma mudança estrutural na
posição geopolítica de Portugal e consequentemente no nosso conceito estratégico nacional.
Este conceito, desestruturado e indefinido durante cerca de uma geração, tem vindo a reconfigurar-se desde os anos 90 do século passado no sentido de uma reorientação nacional para o Mar, tendo a Expo 98 sido um marco desse movimento.
Hoje há ainda muito mais discurso que acção, mais palavras que realizações. Mas
estamos a ser convocados, desafiados para uma resposta digna da nossa História de nove
séculos e do nosso extraordinário feito dos Descobrimentos.
O processo de extensão da plataforma continental portuguesa, submetido formalmente
em 11 de Maio de 2009 à Comissão de Limites da Plataforma Continental das Nações
Unidas, veio de certo modo agitar a consciência marítima dos portugueses, e a Universidade
não deixou de ser alvo dessa agitação na interacção quotidiana que congrega professores e
estudantes preocupados com o presente e futuro de Portugal.
O Mar no Futuro de Portugal: Ciência e Visão Estratégica é pois um trabalho multidisciplinar
em que se cruzam história, economia, geografia, ecologia, biologia, gestão, relações internacionais, intelligence, prospectiva, sistemas de informação geográfica, cibersegurança, estudos estratégicos e robótica subaquática, numa composição de tempo tríbio: o
futuro de Portugal vislumbrado e projectado no presente em função do passado e da conjuntura.
(Publicado com capa diferente em 2011: Pedro Borges Graça (Coord.) Estudos de Intelligence, Lisb... more (Publicado com capa diferente em 2011: Pedro Borges Graça (Coord.) Estudos de Intelligence, Lisboa, Centro de Administração e Políticas Públicas do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa)
Este livro é um contributo para a expansão dos estudos de informações e de segurança na Universid... more Este livro é um contributo para a expansão dos estudos de informações e de segurança na Universidade, realizado na perspectiva da História do Presente e sobretudo através da aplicação da técnica da open sources intelligence (osint), reunindo uma selecção de cerca de 230 artigos publicados semanalmente entre 2004 e 2007, de modo ininterrupto, em dois meios de comunicação social de grande tiragem: num jornal económico diário e numa revista semanal de actualidades. No jornal tratava-se de uma coluna intitulada "Informações Estratégicas" e na revista de uma página intitulada "Fronteiras", a qual, para além do artigo, continha também uma secção designada "Secretas" com três notícias breves sobre serviços de informações estrangeiros ou com estes relacionadas.
Trabalho realizado em 1986 como prova de exame da disciplina de Organização de Unidade Africana d... more Trabalho realizado em 1986 como prova de exame da disciplina de Organização de Unidade Africana do Mestrado em Estudos Africanos do ISCSP-UTL, publicado em 2009 com o acrescento do Enquadramento e a revisão actualizada da Introdução.
Papers by Pedro Borges Graca
Da Estratégia Militar à Estratégia Empresarial
(Conflitos de Cultura Organizacional)

Lusíada. Economia & empresa. - ISSN 1645-6750. - S. 2, n. 25 (2018). - p. 73-85
Resumo:
No âm... more Lusíada. Economia & empresa. - ISSN 1645-6750. - S. 2, n. 25 (2018). - p. 73-85
Resumo:
No âmbito do movimento de reorientação histórica de Portugalpara o Oceano Atlântico, principalmente após a Expo 98, há vinte anos, apresenta-se um conjunto de desafios estratégicos externos e internos que evidentementerequerem respostas ajustadas. Dos externos destacam-se as implicações relativasdesde logo à União Europeia e, no Atlântico, ao “vizinho” americano e à CPLP.Dos internos ressaltam o conhecimento e exploração dos recursos marítimos ecorrespondente tomada de decisão e coordenação político-económica.
Palavras-chave:
Economia marítima; Opção estratégica atlântica;Incoordenação.
Abstract:
Following the Expo98, twenty years ago, Portugal is facing a setof internal and external strategic challenges that require sound responses. Onthe external side there is implications regarding European Union, United Statesand CPLP - the Portuguese speaking countries community. Internally thereis knowledge and exploration and exploitation of maritime resources and thepolitical and economic decision making process and coordination.
Keywords:
Maritime Economy; Atlantic Strategy Option; Incoordination.

REVISTA LUSÍADA, 2022
China, from the very beginning of the war, refused to unreservedly condemn the invasion of Ukrain... more China, from the very beginning of the war, refused to unreservedly condemn the invasion of Ukraine. The main geoeconomic implication is therefore the effective rapprochement between Russia and China, to the detriment of the European Union and countries such as Germany and France, and consequently the progressive structuring of a strategic axis or alliance based on previous understandings and partnerships such as the BRICS ( Brazil, Russia, India, China and South Africa) and the so-called Shanghai Group (China, Kazakhstan, India, Pakistan, Kyrgyzstan, Russia, Tajikistan, Uzbekistan and very recently Iran).
We will therefore witness a recomposition of the geo-economic areas corresponding to the two political-military blocs (NATO and the Shanghai Group) that are now in the process of consolidation as a result of the Ukrainian War and which correspond to two antagonistic worldviews and respective values – that of Democracy and that of the Post-Modern Dictatorship – and therefore two political-economic models to be presented as a Development option to the remaining countries of the international system, mainly to Africans and Asians.
Competitiveness may become more aggressive, bordering on unarmed conflict with the increase in economic and technological espionage and cyberattacks, which will correspond to the intense demand for information security solutions. Faced with growing uncertainty, it is vital to develop a dynamic strategic analysis to monitor the evolution of this highly volatile environment that requires constant corrections to strategies and related planning.
IN MEMORIAM Luís Paixão (1953-2019), Arquitecto e Professor, da escola da Filosofia Portuguesa e ... more IN MEMORIAM Luís Paixão (1953-2019), Arquitecto e Professor, da escola da Filosofia Portuguesa e meu muito querido Amigo.
Este ensaio foi escrito a seu convite para ser publicado na revista Cadernos de Filosofia Extravagante de que era um dos fundadores.
The globalization process is suffering a set of turbulences that makes
uncertainty grow and threa... more The globalization process is suffering a set of turbulences that makes
uncertainty grow and threatens collective and human security. Some facts are clear: international terrorism, illegal immigration, European project crisis and Brexit. This essay presents a strategic analysis of
some key factors of the international conjuncture with a specific focus on European situation. As a main methodological instrument, the growing complexity of international relations theory is applied along with concepts as anglobalization and mature anarchy.
Keywords: international conjuncture, growing complexity, strategic factors.
Os Fundamentos Culturais dos PALOP integram o Legado Colonial e a Herança Africana numa dinâmica ... more Os Fundamentos Culturais dos PALOP integram o Legado Colonial e a Herança Africana numa dinâmica de ambivalência cultural estruturante do processo de construção nacional e correspondente desenvolvimento económico e social.
(1994) Comunicação ao Colóquio “Construção e Ensino da História de África”, Fundação Calouste Gul... more (1994) Comunicação ao Colóquio “Construção e Ensino da História de África”, Fundação Calouste Gulbenkian”, Junho de 1994. Versão revista publicada em 2008 na Revista de Ciências Sociais e Políticas, nº2 (Primavera),123-139

Resumo
Os Estudos Africanos são uma área de conhecimento sobre a realidade social sujeita a abord... more Resumo
Os Estudos Africanos são uma área de conhecimento sobre a realidade social sujeita a abordagens que privilegiaram no passado conceitos ideológicos em detrimento de conceitos cientificamente objectivos. “Desideologizados”, os Estudos Africanos são uma área interdisciplinar em que convergem e interagem uma multitude de disciplinas e conceitos em torno dos problemas prioritários recorrentes do Desenvolvimento, do Estado e da Nação, reflectindo um pluralismo metodológico indutor de conhecimento. Neste início do século XXI, existe todavia uma tendência no sentido de esse conhecimento ser gerado principal e selectivamente a partir do espaço anglófono, acentuando um défice de representatividade lusófona, em particular dos países africanos de língua oficial portuguesa. A valorização do multiculturalismo científico contraria unanimismos exteriores à produção de conhecimento em língua portuguesa.
Palavras-chave: estudos africanos; pluralismo metodológico; objectividade científica; multiculturalismo científico.
Abstract
In the past, African Studies had an ideological bias that perverted scientific objectivity. Without that strong charge, African Studies are an interdisciplinary area with a multitude of concepts and disciplines interacting on the approach of the main problems of Development, State and Nation, a methodologic pluralism approach. In the 21st Century we are now confronted with a tendency of selective production of knowledge from its base in the anglophone space, originating a deficit of lusophone participation, namely from african countries that adopted Portuguese as an official language. The valorization of scientific multiculturalism is value that must be preserved concerning the production of knowledge in Portuguese language.
Keywords: african studies; methodologic pluralism; scientific objectivity; scientific multiculturalism.
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Books by Pedro Borges Graca
dos resultados do projecto de investigação “A Extensão da Plataforma Continental
Portuguesa: Implicações Estratégicas para a Tomada de Decisão”, realizado no quadro do
Centro de Administração e Políticas Públicas do Instituto Superior de Ciências Sociais e
Políticas da Universidade de Lisboa, em parceria com a Marinha Portuguesa e a Esri-
Portugal, Sistemas de Informação Geográfica, S.A., financiado pela Fundação para a Ciência
e Tecnologia.
O Mar configurou Portugal. Na nossa História manteve presença constante como factor
de desenvolvimento nacional, como via de acesso a novas terras, novas gentes, novos produtos, novos negócios. Há quarenta anos, o 25 de Abril causou uma mudança estrutural na
posição geopolítica de Portugal e consequentemente no nosso conceito estratégico nacional.
Este conceito, desestruturado e indefinido durante cerca de uma geração, tem vindo a reconfigurar-se desde os anos 90 do século passado no sentido de uma reorientação nacional para o Mar, tendo a Expo 98 sido um marco desse movimento.
Hoje há ainda muito mais discurso que acção, mais palavras que realizações. Mas
estamos a ser convocados, desafiados para uma resposta digna da nossa História de nove
séculos e do nosso extraordinário feito dos Descobrimentos.
O processo de extensão da plataforma continental portuguesa, submetido formalmente
em 11 de Maio de 2009 à Comissão de Limites da Plataforma Continental das Nações
Unidas, veio de certo modo agitar a consciência marítima dos portugueses, e a Universidade
não deixou de ser alvo dessa agitação na interacção quotidiana que congrega professores e
estudantes preocupados com o presente e futuro de Portugal.
O Mar no Futuro de Portugal: Ciência e Visão Estratégica é pois um trabalho multidisciplinar
em que se cruzam história, economia, geografia, ecologia, biologia, gestão, relações internacionais, intelligence, prospectiva, sistemas de informação geográfica, cibersegurança, estudos estratégicos e robótica subaquática, numa composição de tempo tríbio: o
futuro de Portugal vislumbrado e projectado no presente em função do passado e da conjuntura.
Papers by Pedro Borges Graca
Resumo:
No âmbito do movimento de reorientação histórica de Portugalpara o Oceano Atlântico, principalmente após a Expo 98, há vinte anos, apresenta-se um conjunto de desafios estratégicos externos e internos que evidentementerequerem respostas ajustadas. Dos externos destacam-se as implicações relativasdesde logo à União Europeia e, no Atlântico, ao “vizinho” americano e à CPLP.Dos internos ressaltam o conhecimento e exploração dos recursos marítimos ecorrespondente tomada de decisão e coordenação político-económica.
Palavras-chave:
Economia marítima; Opção estratégica atlântica;Incoordenação.
Abstract:
Following the Expo98, twenty years ago, Portugal is facing a setof internal and external strategic challenges that require sound responses. Onthe external side there is implications regarding European Union, United Statesand CPLP - the Portuguese speaking countries community. Internally thereis knowledge and exploration and exploitation of maritime resources and thepolitical and economic decision making process and coordination.
Keywords:
Maritime Economy; Atlantic Strategy Option; Incoordination.
We will therefore witness a recomposition of the geo-economic areas corresponding to the two political-military blocs (NATO and the Shanghai Group) that are now in the process of consolidation as a result of the Ukrainian War and which correspond to two antagonistic worldviews and respective values – that of Democracy and that of the Post-Modern Dictatorship – and therefore two political-economic models to be presented as a Development option to the remaining countries of the international system, mainly to Africans and Asians.
Competitiveness may become more aggressive, bordering on unarmed conflict with the increase in economic and technological espionage and cyberattacks, which will correspond to the intense demand for information security solutions. Faced with growing uncertainty, it is vital to develop a dynamic strategic analysis to monitor the evolution of this highly volatile environment that requires constant corrections to strategies and related planning.
Este ensaio foi escrito a seu convite para ser publicado na revista Cadernos de Filosofia Extravagante de que era um dos fundadores.
uncertainty grow and threatens collective and human security. Some facts are clear: international terrorism, illegal immigration, European project crisis and Brexit. This essay presents a strategic analysis of
some key factors of the international conjuncture with a specific focus on European situation. As a main methodological instrument, the growing complexity of international relations theory is applied along with concepts as anglobalization and mature anarchy.
Keywords: international conjuncture, growing complexity, strategic factors.
Os Estudos Africanos são uma área de conhecimento sobre a realidade social sujeita a abordagens que privilegiaram no passado conceitos ideológicos em detrimento de conceitos cientificamente objectivos. “Desideologizados”, os Estudos Africanos são uma área interdisciplinar em que convergem e interagem uma multitude de disciplinas e conceitos em torno dos problemas prioritários recorrentes do Desenvolvimento, do Estado e da Nação, reflectindo um pluralismo metodológico indutor de conhecimento. Neste início do século XXI, existe todavia uma tendência no sentido de esse conhecimento ser gerado principal e selectivamente a partir do espaço anglófono, acentuando um défice de representatividade lusófona, em particular dos países africanos de língua oficial portuguesa. A valorização do multiculturalismo científico contraria unanimismos exteriores à produção de conhecimento em língua portuguesa.
Palavras-chave: estudos africanos; pluralismo metodológico; objectividade científica; multiculturalismo científico.
Abstract
In the past, African Studies had an ideological bias that perverted scientific objectivity. Without that strong charge, African Studies are an interdisciplinary area with a multitude of concepts and disciplines interacting on the approach of the main problems of Development, State and Nation, a methodologic pluralism approach. In the 21st Century we are now confronted with a tendency of selective production of knowledge from its base in the anglophone space, originating a deficit of lusophone participation, namely from african countries that adopted Portuguese as an official language. The valorization of scientific multiculturalism is value that must be preserved concerning the production of knowledge in Portuguese language.
Keywords: african studies; methodologic pluralism; scientific objectivity; scientific multiculturalism.