Papers by Helder B A Carvalho
Bibliografía De Macintyre en Brasil
Cuarenta años de after virtue de Alasdair Macintyre. Relecturas iberoamericanas
Virtudes Para Uma Filosofia Da Tecnologia? Notas Para Uma Pesquisa a Partir De Macintyre e Jonas
Sub specie aeternitatis: Festschrift for Nythamar de Oliveira, 2020
Lima, F. J. G. de & Araújo Neto, G. A. de. (eds). Filosofia Prática, Epistemologia e Herm... more Lima, F. J. G. de & Araújo Neto, G. A. de. (eds). Filosofia Prática, Epistemologia e Hermenêutica. Porto Alegre, RS: Editora Fi, 2016. p.95-125.
Resenha ampliada de: MacIntyre, Alasdair. Dependent Rational Animals: Why Human Beings Need the V... more Resenha ampliada de: MacIntyre, Alasdair. Dependent Rational Animals: Why Human Beings Need the Virtues . Chicago, Illinois: Open Court Publishing Company, 1999. xiii, 172p. Hardback. (The Paul Carus Lectures Series, 20) ISBN 0-8126-9397-3.
Filosofia Unisinos, 2020
O artigo discute a possibilidade de diálogo filosófico entre a pós-fenomenologia de Don Ihde -um ... more O artigo discute a possibilidade de diálogo filosófico entre a pós-fenomenologia de Don Ihde -um dos representantes do chamado "giro empírico" da filosofia da tecnologia (especialmente norte-americana e holandesa) -e a filosofia da tecnologia de Hans Jonas, ancorada em uma ética da responsabilidade de base ontológica. Faremos isso, primeiro, problematizando a crítica lançada por integrantes do giro empírico a Jonas como ainda dando prosseguimento ao substantivismo heideggeriano, e, segundo, afirmando o conceito jonasiano da "heurística do temor", compreendido como fonte de conhecimento e de persuasão, como esse elemento de mediação teórica, vez que põe o foco justamente no design dos artefatos tecnológicos e suas implicações morais, sociais e políticas, noutros termos, na responsabilidade como traço constitutivo da criação tecnológica e de seus usos.

Cognitio-Estudos: revista eletrônica de filosofia, 2018
O presente artigo busca tecer uma reflexão a respeito da relação entre Ricoeur e Gadamer no que s... more O presente artigo busca tecer uma reflexão a respeito da relação entre Ricoeur e Gadamer no que se refere à dimensão do outro dentro de uma perspectiva ética da hermenêutica. Para isto, se recorre como bibliografia primária às obras O si mesmo como outro, de Paul Ricoeur e La Herencia de Europa, de Gadamer. Além destas obras também são citadas mais obras de outros autores que auxiliam na fundamentação deste trabalho. O desenvolvimento textual percorre uma subdivisão em quatro partes: a) Do problema do eu à dimensão do outro na visão ética de Ricoeur; b) O diálogo como visada ética do outro em Paul Ricoeur; c) O diálogo solidário como abertura à compreensão do outro; d) O projeto hermenêutico de Gadamer numa perspectiva cosmo-política frente ao pluralismo cultural. Considera-se, então, que ambos os autores aqui trabalhados têm a preocupação com a dimensão do outro frente às alteridades que lhes são postas, de modo que a compreensão e o diálogo solidário são alternativas pertinentes a...
Síntese: Revista de Filosofia, 2015

Philósophos - Revista de Filosofia, 2012
Resumo: Uma característica do aparato cultural ocidental contemporâneo é a tematização do ético n... more Resumo: Uma característica do aparato cultural ocidental contemporâneo é a tematização do ético nas mais diversas esferas da atividade humana, envolvendo desde a ação dos meios de comunicação de massa, passando pela saúde e pela economia, chegando à atividade política, ao desenvolvimento de novas tecnologias e à ecologia. Entretanto, se de um lado isso pode nos apontar otimistamente para um possível melhoramento do ser humano diante do virulento pluralismo no qual vivemos, ao revelar cada vez mais preocupações e exigências éticas mais amplas e novidadeiras; por outro, esse aparente consenso em torno do ético não pode deixar de nos levar à pergunta a respeito do que está motivando profundamente todo esse aparato cultural a tê-lo como um de seus eixos centrais. O texto apresenta os pontos centrais da ética das virtudes de Alasdair MacIntyre, buscando mostrar como tradição, racionalidade e bem humanos estão articulados de modo a oferecer uma alternativa às dificuldades de garantir a racionalidade moral no interior do aparato cultural ocidental contemporâneo, frente à força cultural do emotivismo e do relativismo.

Filosofia - Unisinos 21 (1) 2020, 2020
O artigo discute a possiblidade de diálogo filosófico entre a pós-fenomenologia de Don Ihde – um ... more O artigo discute a possiblidade de diálogo filosófico entre a pós-fenomenologia de Don Ihde – um dos representantes do chamado “giro empírico” da filosofia da tecnologia (especialmente norte-americana e holandesa) – e a filosofia da tecnologia de Hans Jonas, ancorada em uma ética da responsabilidade de base ontológica. Faremos isso, primeiro, problematizando a crítica lançada por integrantes do giro empírico a Jonas como ainda dando prosseguimento ao substantivismo heideggeriano, e, segundo, afirmando o conceito jonasiano da “heurística do temor”, compreendido como fonte de conhecimento e de persuasão, como esse elemento de mediação teórica, vez que põe o foco justamente no design dos artefatos tecnológicos e suas implicações morais, sociais e políticas, noutros termos, na responsabilidade como traço constitutivo da criação tecnológica e de seus usos.
Palavras-chave: Jonas, ética, tecnologia, heurística do temor, giro empírico, Don Ihde.
ABSTRACT
The paper discusses the possibility of a philosophical dialogue between the postphenomenology of Don Ihde – one of the representatives of the so-called “empirical turn” of the philosophy of technology (primarily North American and Dutch) – and Hans Jonas’s philosophy of technology, itself anchored in an ontologically biased ethics of responsibility. We will do this by first problematizing the criticism levelled by members of the empirical turn at Jonas as continuing the Heideggerian substantivism, and second by affirming Jonas’s concept of “heuristics of fear,” understood as a source of knowledge and persuasion, as this element of theoretical mediation, since it focuses precisely on the design of technological artifacts and their moral, social and political implications, in other words, on responsibility as a constitutive feature of technical creation and its uses.
Keywords: Jonas, ethics, technology, heuristics of fear, empirical turn, Don Ihde.

Resumo: O presente artigo trata, a partir de Ricoeur e Gadamer da dimensão do outro como uma pers... more Resumo: O presente artigo trata, a partir de Ricoeur e Gadamer da dimensão do outro como uma perspectiva ética da hermenêutica. Para isto, se recorre como bibliografia primária às obras O si mesmo como outro, de Paul Ricoeur e La Herencia de Europa, de Gadamer. Além destas obras também são citadas mais obras de outros autores que auxiliam na fundamentação deste trabalho. O desenvolvimento textual percorre uma subdivisão em quatro partes: a) Do problema do eu à dimensão do outro na visão ética de Ricoeur; b) O diálogo como visada ética do outro em Paul Ricoeur; c) O diálogo solidário como abertura à compreensão do outro; d) O projeto hermenêutico de Gadamer numa perspectiva cosmopolita frente ao pluralismo cultural. Considera-se, então, que ambos os autores aqui trabalhados têm a preocupação de com a dimensão do outro frente às alteridades que lhes são postas, de modo que a compreensão e o diálogo solidário são alternativas pertinentes aos conflitos de ideias e culturas diferentes na contemporaneidade. Abstract: The present paper deals with, from Ricoeur's and Gadamer perspective, the dimension of the other within an ethical perspective of hermeneutics. For this end, we use as a primary bibliography the works Oneself as Another, by Paul Ricoeur and The Heritage of Europe, by Gadamer. In addition to these works we also cite more works by other authors that help in the substantiation of this work. The textual development goes through a subdivision into four parts: a) From the problem of the self to the dimension of the other in the ethical view of Ricoeur; b) Dialogue as ethical aim of the other in Paul Ricoeur; c) Solidary dialogue as an openess to understand the other; d) Gadamer's hermeneutic project in a cosmo-political perspective in the face of cultural pluralism. It is then considered that both authors here are concerned with the dimension of the other in the face of the alterities that are put to them, so that understanding and solidary dialogue are alternatives pertinent to the conflicts of ideas and different cultures in the contemporary world.
Resumo: Proponho aqui uma conversação inicial entre uma ética da responsabilidade, de matriz jona... more Resumo: Proponho aqui uma conversação inicial entre uma ética da responsabilidade, de matriz jonasiana, com uma ética das virtudes, de matriz macintyriana, como passos fundamentais para se poder pensar uma ética para uma sociedade tecnológica a partir das categorias de " vida " , " animalidade " , " vulnerabilidade " e " virtudes ". Parto da premissa macintyriana de que as tradições de pesquisa moral, por mais diferentes que sejam seus pressupostos e fundamentos, tem como um de seus deveres a conversação filosófica com as demais, de modo que se torne possível construir (ou não) alguma validação racional desses mesmos pressupostos e fundamentos. Nesse sentido, vamos como que pensar junto com Jonas, mas para além de Jonas, com MacIntyre e, também, para além de MacIntyre, em torno de uma ética para a sociedade tecnológica.

A filosofia moral e política de Alasdair MacIntyre tem sido classificada frequentemente como comu... more A filosofia moral e política de Alasdair MacIntyre tem sido classificada frequentemente como comunitarista no âmbito do debate ético-político com o liberalismo, a despeito dele recusar textualmente tal alinhamento e empreender crítica a essa posição como conservadora. buscamos justamente precisar a posição de MacIntyre quanto às suas concepções de comunidade e de política, explicitando os pontos principais de sua formulação teórica que a distinguem dos comunitaristas tradicionais e as implicações de sua crítica para pensarmos o lugar e o valor da política e da comunidade na vida das modernas sociedades capitalistas fragmentadas.
Abstract: MacIntyre’s Moral and Political Philosophy has often been described as communitarian in the current political and ethical debate with liberalism, and in spite of the author’s written refusal of such an alignment and his critique concerning a position he judged politically conservative. This article will focus on MacIntyre’s conceptions of community and politics by highlighting the main points of his theory, differing from that of classic communitarians, and by looking at the implications of his critique in order to think about the place and value of community and politics in fragmented modern capitalist societies.
Palavras-chave: Comunidade, MacIntyre, política, virtudes.

Uma característica do aparato cultural ocidental contemporâneo é a tematização do ético nas mais ... more Uma característica do aparato cultural ocidental contemporâneo é a tematização do ético nas mais diversas esferas da atividade humana, envolvendo desde a ação dos meios de comunicação de massa, passando pela saúde e pela economia, chegando à atividade política, ao desenvolvimento de novas tecnologias e à ecologia. Entretanto, se de um lado isso pode nos apontar otimisticamente para um possível melhoramento do ser humano diante do virulento pluralismo no qual vivemos, ao revelar cada vez mais preocupações e exigências éticas mais amplas e novidadeiras; por outro lado, esse aparente consenso em torno do ético não pode deixar de nos levar à pergunta a respeito do que está motivando profundamente todo esse aparato cultural a tê-lo como um de seus eixos centrais. O texto apresenta os eixos centrais da ética das virtudes de Alasdair MacIntyre, buscando mostrar como tradição, racionalidade e bem humanos estão articulados de modo a oferecer uma alternativa às dificuldades de garantir a racionalidade moral no interior do aparato cultural ocidental contemporâneo, frente a força cultural do emotivismo e do relativismo.
Resenha ampliada de: MacIntyre, Alasdair. Dependent Rational Animals: Why Human Beings Need the V... more Resenha ampliada de: MacIntyre, Alasdair. Dependent Rational Animals: Why Human Beings Need the Virtues. Chicago, Illinois: Open Court Publishing Company, 1999. xiii, 172p. Hardback. (The Paul Carus Lectures Series, 20) ISBN 0-8126-9397-3.
Talks & Videos by Helder B A Carvalho
Books by Helder B A Carvalho

Fundação Fênix, 2023
Editora Fundação Fênix "Mais do que nunca se faz sentir a urgência do compromisso do ser humano a... more Editora Fundação Fênix "Mais do que nunca se faz sentir a urgência do compromisso do ser humano assumir a vida no mundo em que está imerso em situação vital e em diálogo permanente através de suas formas de ser no mundo. Ainda que o mundo não seja o bem supremo do homem, ele se constitui como condição concreta e irrecusável, onde cada um deve buscar sua perfeição e realização pessoal. Faz-se necessário, portanto, articular um novo sentido de vida para o ser humano. Clama-se por uma espiritualidade que articule um encontro novo do ser humano com a vida, com a história, com o mistério do mundo, com a razão do desenvolvimento e da evolução e, evidentemente, com Deus. O ser humano deve ser compreendido como um nó de relações, voltado para todas as direções, para trás, para os lados, para frente e para cima. Nós somos cidadãos do mundo e não apenas desta ou daquela comunidade, deste ou daquele país. Nós vivemos numa comunidade de destino, ou seja, o destino de toda espécie humana está associado, indissoluvelmente, ao destino do planeta e do cosmos. Nós, criaturas e expressão da parte consciente do planeta Terra, precisamos aprender a conviver, democraticamente, com todos os seres e repartir com eles os meios de vida. Trata-se, então, de perceber que o universo inteiro repercute em cada um de nós. Temos, por isso, o compromisso inadiável de lutar para superar todas as situações e circunstâncias vergonhosas em que sinais de desrespeito e degradação da vida humana se apresentam. Essa missão não pertence a este ou àquele. Ela pertence a todos."

TRADIÇÃO, RACIONALIDADE E MORALIDADE, 2018
O livro que ora apresentamos aos leitores é um esforço de
registrar parte importante da produção ... more O livro que ora apresentamos aos leitores é um esforço de
registrar parte importante da produção vigente no Brasil1 em torno
da obra filosófica de MacIntyre, bem como o diálogo acadêmico que
mantemos com diversos pesquisadores da Europa, América do Sul
e América do Norte. Assim, conta com a participação de autores
brasileiros, norte-americano, argentino, espanhóis e italianos,
caracterizando-se como uma publicação marcada pela cooperação
acadêmica internacional, mas voltado essencialmente para o leitor e o estudante brasileiro não profícuos em línguas d´alhures,
disponibilizando todos os textos em nossa língua pátria – e aqui
agradecemos a preciosa ajuda dos colegas brasileiros que
traduziram voluntária e gratuitamente os textos e que também nos
auxiliaram nas revisões técnica e textual de cada uma delas, algo que
felizmente ainda conseguimos contrastar com o perverso espírito
não-comunitário e acumulador do capitalismo que nos cerca.
Esperamos que o livro possa ser ferramenta útil para a
pesquisa entre aqueles que se interessam sistematicamente pela
obra de MacIntyre, bem como aqueles que querem se aproximar
dela sem qualquer pretensão de um estudo verticalizado. O livro
será bastante proveitoso para ambos os tipos de leitores, pois inclui
trabalhos resultantes de estudo sistemático, bem como provê uma
visada de diversos problemas filosóficos que a obra macintyriana
alcança em sua reflexão. E, como o subtítulo o expressa, é um
esforço também de não apenas apresentar ou reproduzir as teses
existentes no pensamento do próprio MacIntyre, mas de dialogar
com ele e sua filosofia, demarcando a interlocução que este mantém
com diferentes filósofos – Aristóteles, Tomás de Aquino, Gadamer,
Horkheimer, Charles Taylor, Nietzsche, Marx –, e também
pensando junto com ele e em diálogo com outros autores que
MacIntyre originalmente não tratou direta ou indiretamente em sua
obra – Hannah Arendt, Éric Weil, Waldenfels, M. Midgley, Paul
Feyerabend e Emannuel Mounier.
Lima, F. J. G. de & Araújo Neto, G. A. de. (eds). Filosofia Prática, Epistemologia e Hermenêutica... more Lima, F. J. G. de & Araújo Neto, G. A. de. (eds). Filosofia Prática, Epistemologia e Hermenêutica. Porto Alegre, RS: Editora Fi, 2016. p.95-125.
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Papers by Helder B A Carvalho
Palavras-chave: Jonas, ética, tecnologia, heurística do temor, giro empírico, Don Ihde.
ABSTRACT
The paper discusses the possibility of a philosophical dialogue between the postphenomenology of Don Ihde – one of the representatives of the so-called “empirical turn” of the philosophy of technology (primarily North American and Dutch) – and Hans Jonas’s philosophy of technology, itself anchored in an ontologically biased ethics of responsibility. We will do this by first problematizing the criticism levelled by members of the empirical turn at Jonas as continuing the Heideggerian substantivism, and second by affirming Jonas’s concept of “heuristics of fear,” understood as a source of knowledge and persuasion, as this element of theoretical mediation, since it focuses precisely on the design of technological artifacts and their moral, social and political implications, in other words, on responsibility as a constitutive feature of technical creation and its uses.
Keywords: Jonas, ethics, technology, heuristics of fear, empirical turn, Don Ihde.
Abstract: MacIntyre’s Moral and Political Philosophy has often been described as communitarian in the current political and ethical debate with liberalism, and in spite of the author’s written refusal of such an alignment and his critique concerning a position he judged politically conservative. This article will focus on MacIntyre’s conceptions of community and politics by highlighting the main points of his theory, differing from that of classic communitarians, and by looking at the implications of his critique in order to think about the place and value of community and politics in fragmented modern capitalist societies.
Palavras-chave: Comunidade, MacIntyre, política, virtudes.
Talks & Videos by Helder B A Carvalho
Books by Helder B A Carvalho
registrar parte importante da produção vigente no Brasil1 em torno
da obra filosófica de MacIntyre, bem como o diálogo acadêmico que
mantemos com diversos pesquisadores da Europa, América do Sul
e América do Norte. Assim, conta com a participação de autores
brasileiros, norte-americano, argentino, espanhóis e italianos,
caracterizando-se como uma publicação marcada pela cooperação
acadêmica internacional, mas voltado essencialmente para o leitor e o estudante brasileiro não profícuos em línguas d´alhures,
disponibilizando todos os textos em nossa língua pátria – e aqui
agradecemos a preciosa ajuda dos colegas brasileiros que
traduziram voluntária e gratuitamente os textos e que também nos
auxiliaram nas revisões técnica e textual de cada uma delas, algo que
felizmente ainda conseguimos contrastar com o perverso espírito
não-comunitário e acumulador do capitalismo que nos cerca.
Esperamos que o livro possa ser ferramenta útil para a
pesquisa entre aqueles que se interessam sistematicamente pela
obra de MacIntyre, bem como aqueles que querem se aproximar
dela sem qualquer pretensão de um estudo verticalizado. O livro
será bastante proveitoso para ambos os tipos de leitores, pois inclui
trabalhos resultantes de estudo sistemático, bem como provê uma
visada de diversos problemas filosóficos que a obra macintyriana
alcança em sua reflexão. E, como o subtítulo o expressa, é um
esforço também de não apenas apresentar ou reproduzir as teses
existentes no pensamento do próprio MacIntyre, mas de dialogar
com ele e sua filosofia, demarcando a interlocução que este mantém
com diferentes filósofos – Aristóteles, Tomás de Aquino, Gadamer,
Horkheimer, Charles Taylor, Nietzsche, Marx –, e também
pensando junto com ele e em diálogo com outros autores que
MacIntyre originalmente não tratou direta ou indiretamente em sua
obra – Hannah Arendt, Éric Weil, Waldenfels, M. Midgley, Paul
Feyerabend e Emannuel Mounier.