Papers by Alcida Rita Ramos
Biblioteca Virtual do Pensamento Social - BVPS, 2026
Em um texto marcado pela admiração, Alcida Rita Ramos recupera o trabalho da pesquisadora que r... more Em um texto marcado pela admiração, Alcida Rita Ramos recupera o trabalho da pesquisadora que reuniu sobreviventes dispersos após décadas de extermínio e desterro, contribuindo para torná-los uma Fênix dos tempos modernos. Carmen Lucia da Silva foi sua orientanda de doutorado, e Alcida teve o privilégio de acompanhar o nascimento da tese "Em busca da sociedade perdida", que revelou o exercício espetacular de memória coletiva do povo Xetá, declarado extinto em 1964. A homenagem é ainda uma reflexão sobre o poder da etnologia e da persistência indígena
diante de sucessivas tentativas de apagamento.
Biblioteca Virtual do Pensamento Social - BVPS, 2026
Em Argonautas do São Francisco, somos levados ao “Velho Chico”,
rio que atravessa um sem-fim de v... more Em Argonautas do São Francisco, somos levados ao “Velho Chico”,
rio que atravessa um sem-fim de vidas pelo interior de diferentes
estados do Nordeste, e cuja existência há muito exerce efeitos
simbólicos, econômicos e sociais sobre seus habitantes. No texto,
Felipe Tuxá, indígena e professor de antropologia na UFBA,
compartilha o ponto de vista do povo Tuxá sobre essa antiga
coexistência com o Rio, que foi lamentavelmente transformada
pelos arroubos autoritários de outrora, quando decidiram que o
rio poderia ser represado e os habitantes desterrados de suas
histórias. Assim, após décadas aguardando por uma nunca chegada
demarcação de terras, Felipe Tuxá destaca as recentes conquistas e
batalhas de seu povo.

Biblioteca Virtual do Pensamento Social - BVPS, 2026
Ressurgências é a nova coluna de Alcida Rita Ramos (UnB) e Francisco Sarmento (Clã yãâhi di’ipeé,... more Ressurgências é a nova coluna de Alcida Rita Ramos (UnB) e Francisco Sarmento (Clã yãâhi di’ipeé, KAAPI) na BVPS. Juntos, eles unirão forças, mensalmente, para examinar as ressurgências indígenas: movimento que tem tomado o tempo, a energia e sustentado a esperança desses povos de reverter o esbulho dos séculos. Aqui se inicia, portanto, um longo mergulho nas ações de retomada. Ações preenchidas por esforço e convicção nos princípios ancestrais, que afloram e criam algo novo no seu ato de reconquistar. Que essa nova empreitada abra margem para conhecermos um pouco mais desse Brasil não só profundo, mas alargado, criativo, inspirador: plural como o universo.
Para uma ambição dessa magnitude, Alcida Rita Ramos, nossa colaboradora de longa data, contará com a ajuda de Francisco Sarmento, aprendiz de Sábio Tukano, doutor em antropologia, frequentador da filosofia ocidental e seguidor de sua própria tradição. Neste texto de estreia, intitulado Nossas vozes, o leitor poderá conhecê-los melhor, bem como à própria coluna, que nos acompanhará sempre às sextas-feiras. Como Sarmento nos provoca, “o que acontece com a antropologia quando nós, indígenas, a encaramos, habitamos e transformamos?”
Anuário Antropológico, 2026
The Time Frame thesis, which for years has haunted indigenous peoples in Brazil, proposes that th... more The Time Frame thesis, which for years has haunted indigenous peoples in Brazil, proposes that the right to permanent and exclusive usufruct of traditional lands only applies to indigenous peoples who actually occupied them in 1988, ironically, the year when the Federal Constitution was proclaimed. Land demarcations, concluded or in progress, were withheld and quarrels between Congress and the Supreme Court exposed. Arbitrary and perverse, its blatant purpose is to benefit the usual invaders of Indigenous Lands. In December 2025, the Supreme Court ruled the thesis unconstitutional, but left a trail of restraining rules so unfavorable to the Indians as to reduce victory to defeat.
Poverty In Focus (Spanish …, 2010
Las opiniones expresadas en las publicaciones del CIP-CI son los del autor y no necesariamente aq... more Las opiniones expresadas en las publicaciones del CIP-CI son los del autor y no necesariamente aquellos del Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo o del Gobierno de Brasil. Derechos y Permisos-Todos los derechos reservados. El texto y los datos contenidos en esta publicación pueden reproducirse sólo con el permiso escrito del CIP-CI y siempre que se citen las fuentes. Queda prohibida su reproducción para fines comerciales.
Biblioteca Virtual do Pensamento Social - BVPS, 2025
Em Punir sem vigiar, Alcida reflete sobre a sabedoria jurídica dos povos
indígenas e tradicionais... more Em Punir sem vigiar, Alcida reflete sobre a sabedoria jurídica dos povos
indígenas e tradicionais, cujos sistemas de justiça são, em muitos casos,
orientados por uma filosofia da persuasão. Ao contrastar esse modelo com
a lógica coercitiva do Estado nacional, a autora discute os limites do
pluralismo jurídico e aponta para a força das soluções comunitárias de
conflito.
Biblioteca Virtual do Pensamento Social , BVPS, 2025
O que distingue conhecimento de sabedoria? E como aquilo que
chamamos ignorância – ora ingênua, o... more O que distingue conhecimento de sabedoria? E como aquilo que
chamamos ignorância – ora ingênua, ora cultivada – influi nas relações de
poder, interétnicas ou institucionais? Em Só sei que não sei. Sei?, Alcida Rita Ramos (UnB) parte de uma cena de sua pesquisa entre os Sanumá para mostrar como o não saber pode indicar mais sobre nós do que supomos. A partir daí, a autora desmonta a ignorância disfarçada de superioridade e contrapõe dois modos radicalmente distintos de conceber o saber: de um lado, a especialização moderna multiplicada até a caricatura; de outro, sistemas de conhecimento que integram memória e lugar. No fim, Alcida ainda retoma a provocação: afinal, reconhecer o próprio limite (saber que não se sabe) não seria também um exercício de sabedoria?
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Papers by Alcida Rita Ramos
diante de sucessivas tentativas de apagamento.
rio que atravessa um sem-fim de vidas pelo interior de diferentes
estados do Nordeste, e cuja existência há muito exerce efeitos
simbólicos, econômicos e sociais sobre seus habitantes. No texto,
Felipe Tuxá, indígena e professor de antropologia na UFBA,
compartilha o ponto de vista do povo Tuxá sobre essa antiga
coexistência com o Rio, que foi lamentavelmente transformada
pelos arroubos autoritários de outrora, quando decidiram que o
rio poderia ser represado e os habitantes desterrados de suas
histórias. Assim, após décadas aguardando por uma nunca chegada
demarcação de terras, Felipe Tuxá destaca as recentes conquistas e
batalhas de seu povo.
Para uma ambição dessa magnitude, Alcida Rita Ramos, nossa colaboradora de longa data, contará com a ajuda de Francisco Sarmento, aprendiz de Sábio Tukano, doutor em antropologia, frequentador da filosofia ocidental e seguidor de sua própria tradição. Neste texto de estreia, intitulado Nossas vozes, o leitor poderá conhecê-los melhor, bem como à própria coluna, que nos acompanhará sempre às sextas-feiras. Como Sarmento nos provoca, “o que acontece com a antropologia quando nós, indígenas, a encaramos, habitamos e transformamos?”
indígenas e tradicionais, cujos sistemas de justiça são, em muitos casos,
orientados por uma filosofia da persuasão. Ao contrastar esse modelo com
a lógica coercitiva do Estado nacional, a autora discute os limites do
pluralismo jurídico e aponta para a força das soluções comunitárias de
conflito.
chamamos ignorância – ora ingênua, ora cultivada – influi nas relações de
poder, interétnicas ou institucionais? Em Só sei que não sei. Sei?, Alcida Rita Ramos (UnB) parte de uma cena de sua pesquisa entre os Sanumá para mostrar como o não saber pode indicar mais sobre nós do que supomos. A partir daí, a autora desmonta a ignorância disfarçada de superioridade e contrapõe dois modos radicalmente distintos de conceber o saber: de um lado, a especialização moderna multiplicada até a caricatura; de outro, sistemas de conhecimento que integram memória e lugar. No fim, Alcida ainda retoma a provocação: afinal, reconhecer o próprio limite (saber que não se sabe) não seria também um exercício de sabedoria?