A exploração madeireira na Amazônia é importante à economia regional, mas enfrenta entraves de gestão, identificação taxonômica e qualidade de dados. Este estudo quantifica e analisa a exploração madeireira no Acre (2009Acre ( -2023) )...
moreA exploração madeireira na Amazônia é importante à economia regional, mas enfrenta entraves de gestão, identificação taxonômica e qualidade de dados. Este estudo quantifica e analisa a exploração madeireira no Acre (2009Acre ( -2023) ) com base em 457 AUTEX (volumes autorizados) e DOF (volumes efetivamente transportados), padronizando nomenclatura científica, segmentando espécies por Pareto (Grupos A-C) e estimando a Intensidade de Exploração. A variação espacial foi avaliada por mapas de densidade (KDE) no QGIS; análises descritivas e classificações foram conduzidas no SAS 9.4. De 2009 a 2023, totalizaram-se 5.810,595 m³ autorizados dos quais 3.232,424 m³ foram efetivamente explorados na floresta gerando uma intensidade de exploração (IE) média do período de 62,3%. Do total de volume explorado, 78,9% esteve concentrado e, 16 espécies florestais com destaque para Dipteryx spp., Apuleia leiocarpa e Ceiba spp.. Observou-se deslocamento geográfico dos polos de manejo, antes concentrados em Bujari, Sena Madureira e Rio Branco, em direção a Feijó e Tarauacá, com Rio Branco, Porto Acre, Sena Madureira e Feijó como principais destinos/logísticos. A IE apresentou forte heterogeneidade: medianas acima de 80% para Dipteryx spp. e Couratari spp., e patamares entre 30-50% para Hura crepitans, Eschweilera spp. e Castilla ulei. Resultados indicam gargalos de identificação, limitações operacionais/mercadológicas e potenciais riscos de superexploração em táxons de alto valor. Recomenda-se (i) estudos para a diversificação o uso madeireiro ampliando o leque de espécies; (ii) integrar a IE como métrica de alerta em Sinaflor/DOF+ e sistemas estaduais acima de 90%.