Vir bonus peritissimus aeque. Estudos de Homenagem a Arnaldo do Espírito Santo., 2013
Com a dispersão e o desaparecimento do espólio de Pedro Nunes (1502-1578), vítima do desinteresse... more Com a dispersão e o desaparecimento do espólio de Pedro Nunes (1502-1578), vítima do desinteresse da sua família e descendentes, perdeu-se um dos mais importantes patrimónios científicos da nossa história. Este lamentável acontecimento não foi inédito, mas, diferentemente do que se passou em situações semelhantes, no caso do matemático português dispomos de alguns elementos que permitem avaliar o conteúdo desse espólio e, portanto, a dimensão do desastre.
O estatuto da matemática em Portugal nos séculos XVI e XVIII
... Bernardo Machado Mota ... Tanto o Bruno como o Samuel me convidaram a assistir e ... Biancani... more ... Bernardo Machado Mota ... Tanto o Bruno como o Samuel me convidaram a assistir e ... Biancani Documento 8: Hugo Sempílio Documento 9: Inácio de Carvalho Documento 10: Teses presididas por Francisco Valente, Diogo Seco Francisco V. de Vasconcelos/Diogo Pereira ...
Proclo e a fundamentaçao epistemológica da geometria euclidiana
Evphrosyne Revista De Filologia Classica, 2009
Efeito poético e retórico dos compostos na Aquileida de Estácio
Evphrosyne Revista De Filologia Classica, 2002
Catulo e a aritmética do amor
Evphrosyne Revista De Filologia Classica, 2012
Ciência e demonstraçao matemática: Aristóteles y Euclides à luz dos Conimbricenses
Rodrigo de Castro (1546-1627), português de origem sefardita, alcançou notoriedade
como médico em... more Rodrigo de Castro (1546-1627), português de origem sefardita, alcançou notoriedade como médico em Lisboa, cidade que decidiu abandonar nos últimos anos do século XVI provavelmente devido ao clima de crescente intolerância religiosa. Chegado a Hamburgo, cidade atacada pela peste em 1596, logo publicou, em latim, um pequeno tratado para explicar a natureza e as causas da peste, sugerir medidas profilácticas e de organização sanitária, e resumir os procedimentos terapêuticos e as receitas de medicamentos que considerava mais eficazes no combate à doença. Além de ser testemunho da melhor informação científica disponível à época, da prática médica do momento, e da actualização operada sobre as obras médicas clássicas gregas, latinas e árabes, o tratado constitui um instrumento de apoio à decisão destinado a salvaguardar os agentes políticos e os órgãos de governo da cidade de Hamburgo do desgaste provocado por uma situação de escrutínio público severo, ao mesmo tempo que serve de alavanca de prestígio e valorização do corpo médico. A actualidade e o valor das suas propostas são evidentes: elas abarcam a criação de um quadro de pessoal para monitorização e acompanhamento da situação, a instalação de unidades de saúde dedicadas, a elaboração de registos fiáveis sobre o número de mortos e infectados, a imposição de normas de distanciamento social e até o controle de formas de interacção entre pessoas a ponto de sugerir a eliminação de gestos banais de cumprimento. O esquecimento a que este tratado é votado hoje contrasta com o prestígio que granjeou ao seu autor após a publicação e impede a formação de uma imagem completa da cultura científica dos séculos XVI e XVII. Este volume pretende devolver a Castro o mérito que lhe foi reconhecido na sua época e incentivar o estudo da contribuição dos autores portugueses para a literatura de peste, significativa, mas ainda mal conhecida.
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como médico em Lisboa, cidade que decidiu abandonar nos últimos
anos do século XVI provavelmente devido ao clima de crescente intolerância religiosa.
Chegado a Hamburgo, cidade atacada pela peste em 1596, logo publicou,
em latim, um pequeno tratado para explicar a natureza e as causas da peste,
sugerir medidas profilácticas e de organização sanitária, e resumir os procedimentos
terapêuticos e as receitas de medicamentos que considerava mais
eficazes no combate à doença. Além de ser testemunho da melhor informação
científica disponível à época, da prática médica do momento, e da actualização
operada sobre as obras médicas clássicas gregas, latinas e árabes, o tratado
constitui um instrumento de apoio à decisão destinado a salvaguardar os agentes
políticos e os órgãos de governo da cidade de Hamburgo do desgaste provocado
por uma situação de escrutínio público severo, ao mesmo tempo que serve de
alavanca de prestígio e valorização do corpo médico. A actualidade e o valor das
suas propostas são evidentes: elas abarcam a criação de um quadro de pessoal
para monitorização e acompanhamento da situação, a instalação de unidades
de saúde dedicadas, a elaboração de registos fiáveis sobre o número de mortos
e infectados, a imposição de normas de distanciamento social e até o controle
de formas de interacção entre pessoas a ponto de sugerir a eliminação de gestos
banais de cumprimento. O esquecimento a que este tratado é votado hoje
contrasta com o prestígio que granjeou ao seu autor após a publicação e impede
a formação de uma imagem completa da cultura científica dos séculos XVI e
XVII. Este volume pretende devolver a Castro o mérito que lhe foi reconhecido
na sua época e incentivar o estudo da contribuição dos autores portugueses para
a literatura de peste, significativa, mas ainda mal conhecida.